Os gênios do azar

Quando anunciaram a Copa, questionei sobre a infra-estrutura que o Brasil teria. Não daria conta de atender os estrangeiros e seria um caos. Disseram que iriam fazer toda a infraestrutura e que isso seria o grande legado da Copa.

As obras não começaram e a roubalheira aumentava. Questionei e começaram a me acusar de ser contra a Copa e contra o país.

Aí, surgiram pessoas que eram realmente contra a Copa, cujo grito era mais audível que o meu. 

A Copa aconteceu. O caso não foi tão grande e os que me acusaram de ser contra agora olham para mim, zombando e dizendo: "Tá vendo? Você não queria, mas foi um sucesso!"

Dão a impressão de que tinham certeza de que, sem infraestrutura, a Copa seria uma maravilha e que nada aconteceria de ruim.

Aconteceu, como pontes caindo e operários morrendo. Mas isso é irrelevante.

A Copa aconteceu e os que prometeram infraestrutura, o tal "legado" e não fizeram, me olham com escárnio de vencedores.

Acham-se uns gênios. Contam sempre com a gerência da sorte e de um batalhão de anjos da guarda.

Na realidade, são gênios do azar.


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