Um tranquilo cão qualquer

Ouviu-se um pneu derrapando e logo depois uma buzina e, quem olhasse para essa direção, veria dois motoristas discutindo, cada qual achando que tinha razão.

Um cão passou perto, pouco se importando com os gritos dos motoristas e, na casa em frente, entrou pelo vão do portão. Espreguiçou-se... Por que os cães fazem aquele rodopio antes se deitarem? Repousado no chão, fechou os olhos e invocou o seu sagrado cochilo.

Pouco importou-se com um sabiá que roubava sua comida, naquela marmita sem tampa, onde seu dono havia colocado uma porção da ração diária.

(Rogério de Moura)


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